quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ANO NOVO

amores, amigas(os) passo aqui pra deixar um beijo e não consigo hoje lhes dizer que com a chegada do ano novo teremos uma chance de recomeçar.. tenho recomeçado todos os dias.. e errado. e outros acertado.. e com tudo, confesso, tenho me sentido por demais rancorosa. Mas podia ser pior.. poderia nem me reconhecer.. então.. lhes desejo, me desejo que em dias de festa tenhamos TEMPO.. de nos vermos, de vermos o outro e aceitar.. q sejamos menos duros com nós mesmos para podermos sermos melhores com os outros.














Feliz ano novo!





Cores pastéis

No trajeto para casa, avisto uma Sra. com chapéu coberto de uma fina renda vermelha, vestindo um vestido florido no qual lhe admirei e, me perguntei: 


" se gosto de roupas coloridas porque não me enquatro nas vestimentas? 


Porque nã0o consigo compor meu guarda roupa com cores além das pretas e os de tons pastéis? 


... não acredito que as cores virão para minha vida com a chegada da idade... 


mas confesso... não consigo duvidar...



domingo, 25 de dezembro de 2011

Há sempre duas mulheres para conhecer antes daquela que o espera.

" Tirou do bolso um objeto do tamanho de uma caixa de fósforos. 'É pra você'. Rasguei o papel e descobri um minúsculo cofre de madeira fechado com um ganchinho. Abri. Sobre um papel de seda, havia três minúsculas estatuetas, três mulheres nuas, de cores diferentes. Surpresa.
' Trouxe-as do México, sem ter a menos idéia do que se passava com você. Esse país conhece a arte de encontrar as portas secretas que levam ao interior dos pensamentos. Por que três mulheres? Porque uma história nunca vale por si mesma e no amor a armadilha consiste em estar obcecada por uma só. 

Observa a primeira. Tem olhos abertos, os dedos apertados. É a mulher que dá.

A segunda tem os dedos abertos. É a que toma. 

Agora, olhe com atenção a terceira.

Tem os olhos fechados, as mãos cruzadas sobre o ventre. O que pensa ela?

'Não sabia o que responder. Ela parecia sem vida... - Está morta? - Arrisquei.

- Não. Ela espera - disse Vladimir.

- Há sempre duas mulheres para conhecer antes daquela que o espera" 


O próximo amor. Yves Simon.  p. 90-91. 




quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O milagre do amor

Sabe aqueles dias em que você dorme rezando baixinho "Deus eu preciso de um milagre" e acorda  no outro dia com uma sensação estranha?
Sem tempo para decifrá-la, pois tens no encalço um tal de tic-tac lhe precionando, dizendo-a de que se demorar mais um pouco não saíra nunca a tempo de casa para pegar seu ônibus, largar seu filho na escola, pegar o seu trem, o seu outro ônibus para chegar no trabalho.... e  você deixa para depois a sensação e apenas vive. 
E no final desse dia você se pergunta: como pode acontecer tantos milagres num dia só? 
                                                        
                                                                      ****

Dentro do ônibus, cheio e 'saculento', me deparo com a seguinte paisagem:
" Do lado de dentro do portão, uma avó. Sorridente, olhando para a rua, com seu neto (suponho eu), vestido ainda de pijama e  uma mamadeira em mãos. Esse, pulando em volta, como quem faz festa pelo prazer de estar visitando quem lhe faz bem; do lado de fora: um avô ao lado de um carro. Dentro dele, um homem estava na direção. No colo do avô, sua neta (suponho também). Ele sorrindo, indica a criança dar tchau ao condutor. E aquela cena familiar me fez marejar os olhos na sensação nítida: o milagre do amor.!

No trem, agora partindo para o meu trabalho, escutando Band News como me habituei a fazer a pouco tempo, escuto a chamada comemorativa de fim de ano do programa onde o condutor, Ricardo Boechat, narra o dia que sua filha lhe convida a ir na apresentação de fim de ano que faria na escola e ele a explica que adoraria estar presente mas que não poderia ir pois estaria trabalhando. A menina comenta que iria cantar uma música dos Beatles. Boechat, em sua sensibilidade, lhe diz mais ou menos assim: " Filha faz o seguinte, quando fores cantar, cante alto, bem alto para que eu possa lhe escutar. E eu do meu lado irei cantar junto com você da maneira que puder" E sua indagação era: o que fazer os pais, que como ele, não podiam ir nas apresentações dos filhos? o que esses diziam aos filhos e como os seus reagiam.. para sua surpresa, neste dia a produção com um agrado colocam no ar sua filha cantando. 
Como segurar MINHAS lágrimas diante do povo, que como eu, estavam indo para seus destinos e de que não faziam ideia do que se passava comigo? A sensação era nítida: o milagre do amor! 

Já no trabalho, sensibilizada com a trajetória emotiva, por email tenho um desafeto com uma amiga do qual gosto muito. Seguro o choro, mas escrevo tudo que penso e sinto no momento. Após essa, enfrento um cliente desaforado, mal educado, em fúria! Engulo o choro e penso: é apenas uma manhã difícil. Abro a gaveta em meu celular uma mensagem. Uma amigaça dizendo:" liguei apenas para lhe desejar: UM BOM DIA! A sensação era nítida: o milagre do amor! 

Fui então para o almoço. Quando retorno aparece na empresa a amiga da qual  tivemos atritos. Não sabia o que dizer. Sem palavras, num gesto, eu a abracei e ela a mim. E tudo ficou para trás na nítida sensação: o milagre do amor! 

Mais tarde, ainda no trabalho, um senhor com mais de 60 anos se dirige a minha mesa, me pede informações e sem qualquer motivo aparente se senta em frente minha mesa. Em sua bagagem de vida: aprendizado. Sua alegria, seu conhecimento, sua boa vontade e prazer na vida me traz a sensação: o milagre do amor! 

No retorno, após enfrentar um ônibus, um trem, pegar o filho na escola, mercado, outro trem, e outro ônibus, recolher a roupa, dobrar, guardar. Lavar a louça, preparar um shake (estou de dieta pela milésima vez, risos), dar banho no filho, tomar o meu, fazer um chimarão, sentar-se na varanda da casa e admirar a lua.. a sensação não poderia ser outra, se não: o milagre do amor!  


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

tarefas...



odeio
               odeio
                             odeio 
                  

Então....

Quando tudo fica difícil..
                                fecho os olhos e penso... 


"NÃO HÁ LUGAR MELHOR PARA MORAR DO QUE O NOSSO LAR"


e recomeço TUDO outra vez.... 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Flores

... Ao passar por uma casa sua frente florida me chama atenção...


Com inveja mortal me dei conta de que sempre quis um jardim, mas nunca tive disciplina ou paciência para cultivá-las....

Quantos quereres há nesse caminho...
quantas vezes, esses, foram deixados para depois, na esperança, na crença, de que as coisas tomassem seus lugares....

NA TU RAL MEN TE 

Deve ser por isso que naturalmente, pela mesma razão, esses quereres se dissolvem... 

E talvez por isso.....
                                                              
                                                                 meu jardim continue assim..

                                                                                                                       sem flores.  





quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O que você é...

Estava assistindo As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada e concluo que não tem vez que eu o assista que não diga para mim mesmo: "como eu gostaria de escrever assim!"...
Poder e saber falar de magia,  encantamento, honra, coragem, verdade, lealdade... uma realidade que possivelmente apenas as crianças acreditam, e por isso exista!
Ao contrário do que muitos adultos pensam, na minha opinião, uma realidade que muitas vezes, e talvez apenas assim, as salvem: A C R E D I T A R!
Essa verdade é única, pessoal e intransferível, dividindo e unindo pessoas para sempre..Essa verdade que faz ou desfaz almoços em família, encontros e juras de amor, que seleciona amigos..
é a que define caminhos e quem nos acompanhará....
O que me resta e tentar manter viva essa vontade em acreditar
é o aceitar que cada qual necessita por algum motivo desta verdade: a sua verdade.. mesmo que signifique ser abandonado no caminho ou abandonar..
De qualquer forma tem de ser feito uma escolha, mesmo que seja não escolher, e essa, acreditem: é dolor!
E a realidade emerge...
Do banho do caçula surge o diálogo:
"mãe, olha essas minhas pintinhas no pescoço!" apontando com o dedo indicador o que eu nomeei de 3 Marias.
Respondo analisando-as:
"Tão bonitinhas!" quando nasceste não tinhas uma se quer!" respondo lhe olhando nos olhos e sorrindo...
Ele retruca: " gostaria de continuar não as tendo.. tu também tem, mãe?!" afirma ele apontando para as minhas..
Num sorriso fitando-o lhe digo: "claro!e tu as tuas.. que são apenas tua! isso te faz ser único.. não existirá ninguém no mundo igual.. isso te faz ser o que és: único!

Essas pintas.. essas escolhas fazem de você o que é!
                                            acreditem... ou não! 


"Ainda Bem"

Foi paixão ao primeiro som.. 
tudo aqui me fez poesia.. 
OUÇA NO VOLUME MÁXIMO

domingo, 31 de julho de 2011

Amputações


" amputar ... Ter com ele a solução, apesar da dor latente e diria, desumana....A felicidade dependente da dor.. da luta                                    
                 in. can. sá. vel ... 
Ter a coragem de libertar o que te aprisiona para poder continuar.."  
Degustem deste texto que considerei maravilhoso da Martha Medeiros ...
                                                                    ****


Quando o filme 127 Horas estreou no cinema, resisti à tentação de assisti-lo. Achei que a cena da amputação do braço, filmada com extremo realismo, não faria bem para meu estômago. Mas agora que saiu em DVD, corri para a locadora. Em casa eu estaria livre de dar vexame.

Quando a famosa cena se iniciasse, bastaria dar um passeio até a cozinha, tomar um copo d´ água, conferir as mensagens no celular, e então voltar para a frente da TV quando a desgraceira estivesse consumada. Foi o que fiz.

O corte, o tão famigerado corte, no entanto, faz parte da solução, não do problema. São cinco minutos de racionalidade, bravura e dor extremas, mas é também um ato de libertação, a verdadeira parte feliz do filme, ainda que tenhamos dificuldade de aceitar que a felicidade pode ser dolorosa. É muito improvável que o que aconteceu com o Aron Ralston da vida real (interpretado no filme por James Franco) aconteça conosco também, e daquele jeito.

Mas, metaforicamente, alguns homens e mulheres conhecem a experiência de ficar com um pedaço de si aprisionado, imóvel, apodrecendo, impedindo a continuidade da vida. Muitos tiveram a sua grande rocha para mover e, não conseguindo movê-la, foram obrigados a uma amputação dramática, porém necessária.

Sim, estamos falando de amores paralisantes, mas também de profissões que não deram retorno, de laços familiares que tivemos de romper, de raízes que resolvemos abandonar, cidades que deixamos. De tudo que é nosso, mas que teve que deixar de ser, na marra, em troca da nossa sobrevivência emocional. E física, também, já que insatisfação é algo que debilita. 

Depois que vi o filme, passei a olhar para pessoas desconhecidas me perguntando: qual será a parte que lhes falta? Não o “Pedaço de Mim” da música do Chico Buarque, aquela do filho que já partiu, mutilação mais arrasadora que há, mas as mutilações escolhidas, o toco de braço que tiveram que deixar para trás a fim de começarem uma nova vida.

Se eu juntasse alguns transeuntes, aleatoriamente, duvido que encontrasse um que afirmasse: cheguei até aqui sem nenhuma amputação autoprovocada. Será? Talvez seja um sortudo. Mas é mais provável que tenha faltado coragem.

Às vezes o músculo está estendido, espichado, no limite: há um único nervo que nos mantém presos a algo que não nos serve mais, porém ainda nos pertence. Fazer o talho sangra. Machuca. Dói de dar vertigem, de fazer desmaiar. E dói mais ainda porque se sabe que é irreversível. A partir dali, a vida recomeçará com uma ausência. 

Mas é isso ou morrer aprisionado por uma pedra que não vai se mover sozinha. O tempo não vai mudar a situação. Ninguém vai aparecer para salvá-lo. 127 horas, 2.300 horas, 6.450 horas, 22.500 horas que se transformam em anos.
Cada um tem um cânion pelo qual se sente atraído. E um cânion do qual é preciso escapar.



domingo, 26 de junho de 2011

Nossa poesia

Teremos!
Vamos ter tudo que sempre quisemos:
 uma rede...
    um sol
        dois livros
               novela.
Crianças correndo pelo pátio fazendo barulho...
                    gatos, cachorros
                          a gente lendo...
                                 ( bem  per. ti. nho, um do outro)
                                      Se amando,
                                                        APAIXONADOS! 





sábado, 25 de junho de 2011

Você perdeu.. ganho eu...

Na vida só se comete enganos... vivendo-a... quem não arrisca, quem não se entrega não vive..  

"Quem nasceu valete, não se mete a rei.
O amor não vale trinca. Com a sorte não se brinca, e eu brinquei.
O meu castelo, eu fiz na lama. Era falsa a minha dama.
Vou procurar esquecer. Ela foi o blefe que eu paguei pra ver".

A letra diz mais... 

Noves fora, quase nada
E era de vidro o anel
Meia volta na ciranda
Não há estrelas no céu
Não tem saudade nem mágoa
Meu amor fala outra língua
De você o que naufraga
De você só o que míngua

Sua graça não me anima
O meu pranto não é seu
Já dobrei aquela esquina
Onde você me perdeu

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

Vou dizer num verso breve
Pra por num samba-canção
Que hoje a minha vida é leve
Sem você no coração

Então conheci uma nova chance.. um amor palpável, a segurança de um amor tranqüilo... 

Hoje tenho quem desvele
Quem me vista à fantasia
Quem escreva em minha pele
Coisas que eu não lhe diria
Hoje a minha vida rima
E agradeço àquele adeus
Que eu vi naquela esquina
Em que você me perdeu

Então começa um nova história.. desde o dia que esse me perdeu... 

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Era uma vez...



...  (Sempre gostei das histórias que começam com “era uma vez”).. 

Então, como ia dizendo.. 

Era uma vez, um mundo onde todas as pessoas estavam sempre com pressa...   tanta pressa que a expressão de suas faces eram franzidas e tensas, todos sempre estavam muitos ocupados em ter de chegar, ter de fazer, ter de receber, ter de pagar, ter de limpar, ter de executar, ter, ter, ter... 
Lá vivia uma mulher. Cabelos loiros, caracolados, olhos bem redondos, feito bola de gude. 
De longe, pretos, com a luz direta, castanhos. Curiosos, estralados e brilhantes. Cílios grandes e marcantes. E, em sua face, pequenas sardas...
Quando pequena sonhava que seria professora, teria 3 filhos e viveria numa casa com cortinas presas na janela, flores no parapeito, no quintal as crianças descobririam o mundo e em seus dia-a-dia teria como companheiro um homem amável, batalhador, forte e corajoso que lhe daria a segurança de um amor tranqüilo... 
Suas escolhas a levaram para outro caminho e o sonho se desfez.. 
Mas, ao contrário do que possam imaginar, não se tornou amarga.. Ela ainda acredita na boa fé das pessoas apesar de TODOS os seus enganos.
No fim de um dia exaustivo, colocou  as crias para dormirem, tomou uma ducha rápida e caiu na cama.. na imensidão dessa, suspirou profundo e se pos  a chorar.. 
                                                          si-len-ci-o-sa-men-te ...

.. para que seus filhos não lhe ouvisse e nem pensassem que era uma pessoa triste ou fraca.. e baixinho comungou com Deus...
“Estou tão cansada.. me sinto tão, tão sozinha... queria tanto encontrar um amigo, mas que pudéssemos ser realmente amigos, que eu pudesse contar com seu porto seguro, que ele me fizesse rir mais e sentir que a vida não é assim tão pesada como o dia de hoje..”
em sua prece...
                                                                adormeceu. 




terça-feira, 14 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma história para ser vivida!

Esvaziando caixas encontrei um recorte de jornal. 
Trazia um artigo de Eduardo Castor Borgonovi que tinha vivenciado a triste experiência de ver sua mulher sendo assaltada em frente de casa, alguns metros dele, por 3 homens armados e que depois de suas reflexões encontrou em seus arquivos o texto que segue (uma história verídica), que espero que sirva à você como serve, até hoje, para mim. 


A peça de lingerie.    
(Autor desconhecido)



"Meu cunhado abriu a última gaveta da cômoda e retirou um pacote embrulhado com papel de seda. "Isso" ele disse, "não é combinação, isto é uma lingerie".
Desembrulhou e entregou-me a peça.
Era linda, de seda, feita a mão e bordada com rendas.
A etiqueta do preço com um desenho enorme ainda estava afixada."

Jan comprou a peça na primeira vez que estivemos em New York, há uns 8 ou 9 anos atrás. Ela nunca usou. Ela estava guardando-a para uma ocasião especial. Bem, acho que agora é a ocasião."
Ele pegou a peça de minhas mãos e colocou-a na cama junto com as outras roupas que separaram para levar à funerária.
Ele acariciou a peça por um momento, bateu a gaveta, virou-se para mim e disse:
- Todo dia é uma ocasião especial.

Fiquei relembrando aquelas palavras durante o funeral e os dias que se seguiram, quando os ajudei, ele e a minha sobrinha a superar a tristeza que segue à uma morte inesperada.

Fiquei pensando neles durante o vôo de volta para a Califórnia. Pensei em todas as coisas que a minha irmã não pode ver, ouvir ou fazer.
Pensei nas coisas que ela fez sem perceber como elas foram especiais.
Ainda continuo pensando nas palavras dele, elas mudaram minha vida.                                                        Estou lendo mais e esperando menos. Fico sentada na cadeira admirando a vista do jardim sem a neura de ficar arrancando as ervas daninhas.
Estou gastando mais tempo junto com a minha família e amigos e menos tempo em reuniões.
Sempre que possível, a vida deveria ser uma experiência a ser saboreada, e não uma prova. Estou tentando reconhecer estes momentos e usufruí-los.

Não estou "guardando" nada, usamos todas as nossas porcelanas chinesas e os cristais para todos os eventos especiais como: perder alguns quilos, consertar um vazamento da pia, para a primeira florada das camélias.
Visto meu blazer preferido para ir ao mercado quando sinto vontade.
Minha teoria é: se sinto que está sobrando dinheiro, gasto quanto quiser em um pequeno pacote de guloseimas sem pestanejar.
Não estou guardando meu melhor perfume para festas especiais, os caixas em lojas e atendentes em bancos têm narizes que funcionam tão bem quanto os dos meus melhores amigos de festas.
"Algum dia" e "um dia desses" estão perdendo a importância no meu vocabulário.
Se for útil ver, ouvir e fazer agora. Não sei o que minha irmã teria feito se soubesse que não estaria aqui para o amanhã a que a todos nós foi permitido. Acho que ela teria ligado para todos da família e a alguns amigos íntimos. Poderia ter ligado para antigos amigos para se desculpar e reparar brigas do passado sem importância. Penso que ela teria ido jantar num restaurante chinês, sua comida favorita.

Estou supondo... Nunca saberei... São essas "pequenas coisas deixadas sem fazer" que me deixariam brava se soubesse que o meu tempo seria limitado. Brava por ter, algum dia, cancelado encontros com bons amigos. Brava por não ter escrito cartas que pretendia ter escrito. Brava e arrependida por não ter dito ao meu marido e filhas e quanto eu realmente os amo.

Estou tentando muito não adiar, impedir, ou guardar alguma coisa que proporcione alegria e brilho a nossas vidas.
E toda manhã quando abro meus olhos, digo a mim mesma que isso é especial. Todo dia, toda hora, todo minuto, todo suspiro é realmente...Um presente de Deus!











quinta-feira, 26 de maio de 2011

AVISO: ESTAMOS FECHADOS!

NA LEMBRANÇA: risos!

... Tenho me despedido aos poucos.. 
 dos caminhos;
 das pessoas; 
 das histórias. 


Fecho os olhos e memorizo o cheiro do dia.
Com o MEDO aprendi que sem ele não encontraria a CORAGEM
Com a EXPERIÊNCIA desenvolvi: paciência; humildade; compaixão


DIVÃ @CAFÉ

Conheci a precisão da palavra NÃO. E com ela, a dizer mais "NÃOS". Incluindo a não deixar de calar a voz que fala: e como fala!

Eu DESEJEI;
Eu SONHEI;
Eu PLANEJEI, e me APAIXONEI.
Eu.....
EXECUTEI! 

Assim nasceu @ café.

Somente a mim cabe a dor, a tristeza do que não deu certo...
Hoje, não me torturo tanto  com os "E SE EU" ou os "PORQUE"

A vida também é ACEITAÇÃO.

Acomodaremos o passado nos seus lugares deixando espaço para o que quer chegar: ocupar-me; encantar-me e me levar... 

FECHAM-SE AS CORTINAS... 

Obrigada a CADA UM que fez parte desse caminho.
Suas presenças deram SABOR, MAGIA, ENCANTO para a realização de um sonho que um dia fora somente meu. 




terça-feira, 17 de maio de 2011

Tenho tudo planejado...

Tenho tudo planejado para o dia que nos conhecermos...


Você me fará rir e ao me ver sorrir, se apaixonará....




Casaremos meio a natureza, numa praia ou numa serra.. qualquer lugar libertador. 
Vestiremos roupas confortáveis e nossas alianças serão de ouro branco.


Na festa, apenas aqueles que nos amam, não aceitaremos curiosos!






O buquê de canela, que exala um cheiro sensual, nos atraíra boa sorte, felicidade, alegria e bons fluídos financeiros... 






Em nossa casa, as crianças compartilharam cada qual de seu quarto. Em paredes fotografias de uma infância feliz...  
Nos corredores o reflexo do nosso amor por nossos filhos... 


(ainda falta as crias dele)

No nosso quarto, em cima da cama, um quadro gigante reflete o humor do nosso amor:



E nunca dormiremos brigados. Nunca ficaremos um dia sem nos falar... 

Quando for eu a brigar com você,  me beijando você me dirá: " deixa de bobagem e vem cá que quero te fazer feliz!" . 

Quando for você que brigar comigo lhe darei um beijo de borboleta, você sentirá cócegas e sorrirá, e eu lhe direi: a vida é boa não é? 


Torceremos sempre um pelo outro. Quando não der, nos confortaremos...

Aproveitaremos as oportunidades de nos tocarmos quando nos encontrarmos pela casa...

Quando distantes, saudosos, nos procuraremos no olhar...

Espalhados em mobílias bilhetes de amor, emails, posts, msn ...
mensagens picantes de paixão e daremos SEMPRE um jeito de nos reiventar...

Eu serei amiga dos seus filhos. Você será dos meus. Juntos iremos jogar carteado, rirmos do cotidiano e resolver o que for urgente...

E nunca apressaremos o tempo.. até que num despertar nos veremos saudosos de um passado repleto de história, gostos, cheiros, sorrisos, lágrimas, recordações.. 
e nos depararemos com a mesma sede pela vida...


FELIZES PARA SEMPRE..... 

domingo, 15 de maio de 2011

Pura poesia...

"... para casa! O Sol declina, já vai se retirar"

(Alice no país das maravilhas)



" O exito ou o fracasso de sua vida não depende de quanta força você põe em uma tentativa, mas da persistência no que fizer"
Elizabeth Gilbert



Hoje aprendi...

"Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade... 


E o que é realmente bom dessa vida, despenteia... Rir às gargalhadas, despenteia. 


Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. 


Beijar à pessoa amada, despenteia. 


Brincar, despenteia. 


Amizade boa, despenteia ... 


Cantar até ficar sem ar, despenteia. 


Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível... 


Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado... 


mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida." 


Arianne Peruzo Pires Gonçalves. 


Enviado para mim por uma amiga  maravilhosa Lia Maria Suzin.



domingo, 1 de maio de 2011

Como tudo pode ser...


Você já se sentiu feliz, estupidamente feliz, pelo FATO de simplesmente estar vivo?

Por ouvir uma canção e SENTIR a energia dela conversando com sua alma?

Por poder ver uma paisagem e ter a certeza que há uma força MAIOR, sim?

Por descobrir que tem FÉ, não só por você, mas para pedir por todos aqueles que você também ama?

Então me deparo com um texto.. entre frases encontro: "tragédia é não lembrar com douçura". 

Quantos de nós  tem em seus DNAs a dor: das desilusões, das perdas, dos traumas; Quantas de nós, ainda sim, continuam lutando bravamente? 

" A vida não apenas continua, ela sempre RECOMEÇA".

Talvez seja por isso que, algumas vezes, precisamos abrir mão daquilo que não nos faz feliz como gostaríamos que nos fizesse. Não é porque se deixou de gostar, mas porque o que se espera não corresponde com o que lhe é oferecido. 

E outra frase retoma aos pensamentos: " As pessoas são o que são. Outras, o que conseguem ser"....

Não é covardia não, acredite! 

É coragem antecipar o inevitável, apesar da tristeza que já sinto e da saudade que vou sentir. 

Mas me nego permitir transformar esse carinho que sinto em ódio ou rancor por permitir que as decepções tomem o lugar da exaltação, da paixão, da admiração, do carinho, do amor que já sentiu....

Com o tempo tudo será recordação, assim que eu conseguir me transformar em uma nova pessoa, ainda sendo eu. 

Outra frase toma lugar a essa reflexão acho que é o que me consola... 

"Isso também vai passar" 

sábado, 16 de abril de 2011

Preenchida de paixão

"Vamos dar uma volta na rua para ver o que a vida oferece?"
 Que me perdoem os críticos a Martha Medeiros, confesso que, às vezes, tenho restrições a ela, mas tem dias que ela lê meu cotidiano. Ontem mesmo, conversava com uma amiga que me disse: "vai pra rua mesmo! ver a vida, ser feliz!" e é realmente isso que preciso quando estou exaurida do diariamente. 
 Sentei em um café e fiquei por um tempo me dando o luxo de ser eu a cliente... Capuccinando... seu doce que escorregava pela larga garganta sedenta... olhar nos olhos das pessoas, sorrir, comprimentá-las.. deixar a garoa molhar o cabelo ruim, os cílios estralados, reparar na fachada dos prédios, na pressa humana, na vida que espera.. te espera pacientemente... dias assim me preenchem de paixão.. é... precisamos sim.... 
"... dar uma chance a vida" 
O que é, o que é? (Zé Ramalho)
http://youtu.be/9l-s_VtxO6M 





quinta-feira, 14 de abril de 2011

Clipe de "Parcialmente Nublado"


amada nuvem negra cheia de boas intenções e amor...


Vícios

Vamos combinar?


Existem pessoas que são viciantes... 


uma dosagem delas por dia me faz muito bem....


é quase como o prazer de tomar uma boa xícara de café... 


tomar um bom banho morno;


deitar para assistir desenho com os filhos;


rir de doer a barriga com amigas;


ler um bom livro;


fazer um ótimo sexo com quem você gosta; 


dormir tarde e acordar mais tarde ainda;


... matar a sede.. 


existem pessoas viciantes...





sábado, 9 de abril de 2011

Coisas que eu também aprendi


Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
William Shakespeare


E que "a verdade é a verdade no fim das contas". ...


Não posso mais fingir que não sinto e que nada acontece, 
portanto parto.
Talvez por horas,
dias,
anos... 
não sei... 
nunca fui muito boa em respostas...
mas, sempre fui boa em procurá-las...






terça-feira, 5 de abril de 2011

Se..




            O que você gostaria de ser se pudesse voltar no tempo?      
            Estava assistindo um filme, num domingo a tarde, desses de comédia romântica, bobos, fáceis, mas que quase sempre trás uma moralzinha que contava a história de uma menina que tinha 13 anos e que queria muito ter 30 anos. Como um passe de mágica, aconteceu.
            Descobriu de primeiro momento que ela tinha a vida que ela sonhara, até que, um certo dia, percebe que na realidade tornara-se em tudo aquilo que ela não era. Perderá sua essência.
Meu filho de 10 anos estava assistindo o filme comigo quando ele me pergunta: "se pudesse voltar no tempo, quantos anos gostaria de ter?". 
Então pensei em ter meus 16 anos. Rapidamente lembrei que engravidei aos 17 anos. Pensei: "talvez teria feito diferente..." 
Conclui então que ele foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, que nunca queria ter a chance de poder voltar atrás e escolher, ousar, pensar em não tê-lo. Assim como ousar em não ter ficado sentada naquele fast food no dia em que reencontrei o pai do meu segundo filho.   
No filme a mãe dessa garota é indagada se ela algum dia se arrependera muito de algo errado que fez e se tivesse chance de não errar se ela o faria. A mãe responde: "cometi muitos erros. Mas, não me arrependo de nenhum deles, pois sem eles não saberia o que era errado para ter a chance de fazer certo".
Às vezes, não parece que toda a nossa vida é um grande erro? O meu primeiro filho, talvez tenha roubado a minha mocidade, pois ao contrário das garotas da minha idade eu tinha a responsabilidade de ter que ser mãe. Fui rejeitada por muitos meninos por ser mãe solteira. Se sofri? Um pouco. Porque na minha essência queria o sonho romântico de encontrar o amor perfeito, um que me amasse, mas o suficiente para amar a nós dois. Enquanto o amor não vinha, procurava, até hoje procuro, a cada dia, ser uma pessoa melhor. Só os filhos nos fazem isso, acreditem....
Então, por insistência da minha mãe, conclui os estudos e fui fazer faculdade. Como poderia fazer desse mundo um mundo melhor para meu filho? Como poderia ser os olhos, ouvidos, boca de uma população tão cheia de mazelas? O jornalismo poderia ser uma saída. Não demorei muito para descobri que era a saída errada. Talvez eu nunca tivesse coragem suficiente para ser essa revolucionária. Tornei-me a secretária particular de uma professora do curso de comunicação que havia de se contentar com seu salário e certa estabilidade, porque decidira sair da casa da mãe e "crescer".
Outros erros. Da minha casa, gosto de tudo. Exceto o banheiro. Apesar de não ter dinheiro para mobiliar a casa como gostaria e de ter que fazê-lo aos poucos, gosto dos porta-retratos pendurados na parede. Das fotos escolhidas espalhados pelas mobílias. Da minha geladeira velha, do meu sofá de mais de mil reais parcelado em outros mil vezes, do meu rack cor de tabaco, das flores que nunca havia cultivado, das visitas altas horas da noite de amigas apreensivas com seus dia-a-dia.
Não demorei muito para descobri que não estava mais dando certo. Porque primeiro eu não conseguia pagar meu aluguel e depois eu precisava fazer minhas poucas refeições na casa da minha mãe porque faltava em casa. Mas mesmo assim fui insistindo, lutando, mesmo quando passava a noite chorando depois de somar todas as contas e constatar que além de não conseguir pagar todas elas, ainda não sobraria para nem sequer tomarmos um sorvete.
Então meus erros mais uma vez trazem conseqüências. Descubro estar grávida, meu segundo filho. Estupidez, em plena era da comunicação, fazer sexo sem camisinha. Mas estava apaixonada. Ele nunca me passaria uma doença e faria o que fosse preciso para que eu não engravidasse.
Não apenas engravidei como descubro que ele não me amava. Ele negou meu amor e a chance que tínhamos de ser uma família. No momento tenho feridas enormes abertas. Quando penso nele, pergunto-me como? Ele havia sido um namoradinho de 10 anos atrás que agora tinha a chance de "ficar para sempre", ele me dera uma rosa no dia internacional da mulher, me ligava várias vezes por dia, queria estar comigo em qualquer lugar desde que tivesse comigo até que de repente vira-se para mim e diz que não quer se comprometer.
Insisto por um tempo. Depois de algumas decepções e descobertas, concluo que perdemos o nosso tempo... que havíamos nos tornado em pessoas diferentes, que queríamos coisas diferentes e resolvo deixá-lo para trás. Quase dois meses sem vê-lo, sem falarmos, descubro estar grávida: sonho ou pesadelo?
Se eu não estivesse sentada naquele Fast Food? Se eu não tivesse aceitado a carona? Se eu não tivesse dado o meu telefone? Eu não teria sofrido tudo que tenho sofrido. Não teria passado à gestação sozinha, nem teria de me debater entre tantas dúvidas. Não teria de me ver voltando para casa vendo as pessoas me dizerem com os olhos o que a boca não tem coragem de dizer: Sabíamos que não daria certo!
Mas ao mesmo tempo, talvez essa seja a minha última chance de ser mãe novamente. De sentir o ventre crescer, o bebê se mexer, de sentir os peitos fartos de alimento e amamentar... Meus filhos, prenúncia de que o tempo passa e como passa...
Apenas com eles pude entender o que é o tal de amor incondicional. É por eles que levanto todos os dias, que sorrio, que desejo, que busco, que procuro fazer dar certo, mesmo quando tudo em minha volta insiste em me dizer que não está...