sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Intuição e fé

Na caminhada de hoje me deparei com um dos lugares mais alto do bairro. 
Frente a uma igreja (simpática). Tive de parar. 
Todos os dias me pergunto: porque?
Cada novo dia é uma nova resposta.
Pedi a Deus fé e intuição e agradeci.
E é o que desejo a vocês: fé e intuição.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Final feliz!

Eu sempre soube que você chegaria.
Difícil foi ter de te esperar.
Pessoas me diziam:"Acorda Alice!" mas meu coração insistia em sonhar.
Enquanto a vida me ensinava a minha oração era simples.
Pedia a Deus para não me deixar amargar.
O desejo infinito sempre foi, de que quando nos encontrássemos, eu pudesse te fazer feliz,  e te fazendo,
ser.
A casa está finalmente cheia.
Os teus, os meus e os nossos.
A cama nunca mais será imensa.
A vida nunca mais será só isso.
Valeu apena esperar cada minuto.
para o ser feliz para Sempre.

27/08/2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Constatações

Você nunca deixará de ser você, mas
nunca mais será o mesmo.


Como pode?

Como pode caber tantos quereres em uma única pessoa..
Bergamota com chimarrão.
Amigos,
música,
risos,
poesia,
alegria,
amor...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Nada é mesmo definitivo

Se você chegar agora, neste exato momento em minha casa, encontrará tudo desarrumado.
Na piá louça,
na máquina roupa,
na mesa, xícara suja de café.
A gata que recentemente adotamos mudou o cheiro da casa.
Mas em contra partida, a casa não é mais silenciosa.
Tenho lido poesias
Pesquisado na internet novas profissões.
Zapeando como quem procura algo que me encontre.
Um dia sou triste,
em um novo, alegre.
Nada é mesmo definitivo.



sábado, 23 de agosto de 2014

Memórias - O tempo.

Apenas o tempo interfere no desejo.
Deixamos a vida dos outros porque tememos que o tempo nos comprometa com a vida. 
Já basta um mundo pequeno que nos cerca, porque mais mundos? Não saberíamos fazer com tanta coisa em nosso "rio".
O rio que passa em nosso vilarejo é o mesmo que em qualquer outro lugar do planeta. Acontece que olhamos para as margens com medo.  
Em circunstâncias diferentes nos protegemos em nossas vidas. Quem imaginaria o controle fugir de nossas mãos e parar em águas distantes? 
O tempo, os segundos, as horas do que não está sendo dito é o que poderá afastar duas pessoas.
O tempo se encarrega de valorizar o coração pedra, o coração mole e simplesmente o coração que sabe que a dor não encara um dia qualquer, até do mais racionalista ser humano. 
E principalmente, o tempo aceitará o coração que sabe descansar nas águas que não deixam passar no rio de cada um. É como se tivéssemos condição de ver, tocar no tempo de cada um, mesmo sabendo que ele não nos pertence, como se algo nos pertencesse, a não ser a carcaça, essa sim é nossa. 
O tempo é testemunha de nossos "egos", de nossos orgulhos bobos e de nossa infinita vontade de sermos adorados, de sermos fominhas. Quando o tempo só nos quer vivo para a vida.
Ela não nos dará em nem nos proibirá de um único ato. 
O tempo nos deixa que sejamos náufragos  da própria inércia de não tentarmos o instante do que há de melhor na vida: estar feliz em um só tempo com outra pessoa. 




quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A arte de perder - Elisabeth Bishop

A arte de perder

A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero, A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente Da viagem não feita.
Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe.
Ah! E nem quero Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas.
E um império Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles.
Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério
Elisabeth Bishop




Diariamente

Todos os dias deixo de acreditar.
E todos os dias volto a acreditar.
Já sentiu vontade de pegar alguém pela mão, pelo rosto, para que ela olhe na mesma direção que você?
De sussurrar a sua história como se fosse poesia?
De dançar como se estivesse em uma festa cigana?
De preencher a casa com todos os sonhos que cabem em você?


Decreto

Saudade.
Deveria ser decretado que está proibido sentir saudades.
Sinto saudades das histórias que não foram minhas e das que foram, mas deixei escapar.
Saudades de algumas vozes, alguns sorrisos. De certas sandices, da inocência perdida.
Saudades do cheiro da casa antiga e de quando me deitada no assoalho de madeira para tomar banho de sol.
Saudades de ver desenhos em nuvens.
Saudades essas que se transformaram em lembranças.

sábado, 9 de agosto de 2014

Sobre tudo que não sei

Estava lavando a louça quando Bernardo veio com um cartão do dia dos pais.
No verso dizia: " Feliz dia dos pais, mãe".
Olhei para ele e disse, pai - mãe? Ele responde:
"Já que tu me cria sozinha, é a minha mãe e meu pai!"
O abracei demoradamente e chorei.
Lhe olhei nos olhos como quem pede desculpas, pois nunca planejei que fosse assim, mas o é.
Mas lhe disse apenas: adorei. Vamos colocar na porta da geladeira?
Compreendi porque faço tudo por esses meninos. Eles me ensinam diariamente tudo que não sei.
Gabriel já me declarou amor assim como ele, mas cresceu. Ele também o vai.
Me lembrei de quando eramos pequenas e eu e Cassi convencíamos os guris a fazer apresentação para o pai no dia dos pais. Eles odiavam, mas faziam. Nós quatro!
Aí a gente cresce e tornamos tudo complicado.
A todas as famílias, a todas formas de ser pai, desejo que tenham bons motivos para recordar e outros tantos para recomeçar, sempre que for preciso.


Insônia

Minha primeira noite de insônia.
A vista daqui é tão linda.
Na janela cultivo duas flores, presentes do meu último dia das mães em Porto Alegre.
Gosto de caminhar pelo apartamento mal mobiliado.
Sinto saudades das minhas gatas. De sentar na minha área com as flores que nunca imaginei cultivar.
Pouco conheço de Belo Horizonte. Ainda tenho medo de ir muito longe e me perder. Como se, se perder fosse algo assim tão ruim.
Como em qualquer lugar acontece, as 5 da manhã o galo começa a cantar.
A voz do pensamento ecoa: SEJA FELIZ..
É o peso que minha decisão em me mudar decreta. Não me parece ser ruim, mas desconfio que possa ser bem desafiador.
Tem uma cama grande e quentinha me esperando.
Sonhos para serem sonhados e uma vida para ser vivida.
Então, amanhece em Minaslândia.
As luzes se apagam.
O sol se acende.